«Cientistas britânicos descobriram a substância química e os circuitos cerebrais envolvidos no processo de fixação da atenção, o que poderá constituir um novo alvo para fármacos contra doenças que envolvam défice de atenção.

Segundo um estudo hoje publicado na revista Nature, a "chave" química da atenção é a acetilcolina, uma "molécula mensageira" que abre as necessárias "fechaduras" do córtex cerebral para que as células nervosas possam comunicar entre si e o processo de fixação da atenção funcione em pleno.»


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Segredo da longevidade poderá não estar nos genes



"Um estudo sobre a saúde óssea de uma das pessoas mais idosas do mundo, falecida recentemente em Espanha com 114 anos, não encontrou factores genéticos que contribuíssem para a sua longevidade.

(...)

Embora os resultados do estudo não excluam a possibilidade de outras mutações genéticas terem influenciado a longevidade, os investigadores consideram que a excelente saúde desta família, e a do homem de 113 anos em particular, se deveu provavelmente à dieta mediterrânica, ao clima temperado da ilha, à ausência de stress e à actividade física regular."


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Vírus que elimina célucas cancerosas

Cientistas norte-americanos descobriram um vírus que reproduz genes capazes de localizar e eliminar tumores cerebrais em ratinhos, indica um estudo hoje publicado. Um dos aspectos salientados pelos investigadores é que esses genes deixam virtualmente intactos os tecidos cerebrais saudáveis e centram o seu ataque nas células cancerosas.

(...)

Os autores do estudo garantem que o vírus não atacou células normais dos ratinhos nem células cerebrais humanas não cancerosas transplantadas para o cérebro dos ratinhos. O vírus também se mostrou eficaz na destruição de tecidos cancerosos que têm origem na mama ou nos pulmões, os dois tipos de cancro que mais se propagam ao cérebro.

(...)

"Temos algumas ideias para fazer com que o vírus seja seguro no cérebro humano", disse van den Pol. "Isso é importante para impedir que eventualmente o vírus infecte células cerebrais normais depois de atacar o tumor cerebral".

Notícia
aqui.

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Arriscar ou não arriscar? Até que ponto será seguro usar este vírus para eliminar tumores? Até que ponto será ético deixar uma pessoa morrer com um tumor, sabendo que é possível uma cura através da acção deste vírus?

Eu sou a favor da investigação e do desenvolvimento.


As Maravilhas do Corpo Humano!

Para proteger o nosso corpo da acção de um agente patogénico (bactéria, vírus...), cada plasmócito (célula secretora de anticorpos, resultante da profiferação e diferenciação dos linfócitos B) produz 5000 moléculas de anticorpos por segundo! Estes anticorpos vão actuar sobre os antigénios (compostos produzidos pelos corpos estranhos ou que existem nas membranas destes) facilitando a sua destruição por fagocitose.

(Na imagem, a estrutura simplificada de um anticorpo; aumentar para uma melhor visualização)

Que maravilha, não?

Hepatite

A Hepatite é uma doença relacionada com uma infecção no fígado, provocada por bactérias, vírus (A, B, C, D, E e G), consumo de produtos tóxicos, álcool, certas plantas ou medicamentos.

"Os vírus da hepatite podem ser transmitidos através da água e de alimentos contaminados com matérias fecais (A e E), pelo contacto com sangue contaminado (B, C, D e G) e por via sexual (B, C e D). Os vírus têm períodos de incubação diferentes e, em muitos casos, os doentes não apresentam sintomas. As hepatites A e E não se tornam crónicas, enquanto a passagem à situação da cronicidade é bastante elevada na hepatite C e comum nas hepatites B, D e G, embora esta última doença não apresente muita gravidade."

Os vírus da Hepatite têm um período de incubação que pode ir de 15 dias a 6 meses, dependendo do tipo. Isto quer dizer que um indivíduo pode estar contaminado, sem o saber (visto estar num período assimptomático), e propagar esta doença para outros indivíduos.

Existe vacina apenas para a Hepatite A e B, sendo, por isso, essencial a prevenção.

Note-se que existe também a Hepatite auto-imune, na qual o sistema imunitário ataca as células do fígado, causando inflamação e até falência hepática (ou seja, o fígado deixa de exercer as suas funções; morre). A causa deste acontecimento é ainda desconhecida.


Sintomas (fonte):

"Nas hepatites virais, existe um período inicial sem sintomas (período de incubação), no qual o vírus se multiplica no organismo. Esse período é variável e, logo depois, começam a surgir os sintomas. Inicialmente, o paciente apresenta um quadro semelhante a uma gripe, com febre, náuseas e vômitos, mal-estar, dores no corpo, falta de apetite e desânimo. O paciente pode apresentar também dores nas juntas. O sintoma mais típico de hepatite é a chamada icterícia (amarelão, "tiriça"), caracterizada por coloração amarelada da pele, dos olhos e das mucosas. Ela pode se acompanhar de urina escura ("cor de coca-cola") e fezes descoradas."


Prevenção (fonte):
  • Vacinação, no caso das hepatites por vírus A e B;
  • Uso de água tratada ou fervida;
  • Lavar bem legumes, frutas e verduras;
  • Lavar bem as mãos após usar o toalete e antes de preparar os alimentos e de se alimentar;
  • Não compartilhar seringas e agulhas;
  • Uso de preservativo nas relações sexuais;
  • Uso de material de proteção, por profissionais de saúde;
  • Acompanhamento pré-natal para aconselhamento adequado e prevenção da transmissão;
  • Evitar uso abusivo de álcool, medicamentos e drogas.


Para mais informação, consultar este site (contém a descrição dos vários tipos de Hepatite, sintomas, tratamentos, formas de evitar contágio, como conviver com o vírus e com a pessoa infectada, etc)

Ver os olhos com outros olhos



Ao contrário do que se pensa, a transmissão da cor dos olhos não se trata de uma herança mendeliana simples de recessividade e dominância, ou seja, não existe um único par de genes associado à cor azul ou castanha. Existem, pois, vários genes que, interagindo entre eles, conferem a cor à íris dos olhos.


As diferentes tonalidades devem-se à produção de pigmentos e às suas proproções. No entanto, existem outros factores que levam à formação de outras cores menos comuns, nomeadamente, o cinzento, cor-de-mel, vermelho e violeta (sim, olhos violetas: um caso muito raro que ainda não é possível ser explicado com os conhecimentos actuais da Genética, mas que se pensa que está relacionado com outros genes que controlam a deposição de lipofuscina).

Apesar de o fenótipo (características evidenciadas) ser o resultado do genótipo herdado e das suas relações com o meio externo, também não é possível explicar a causa da variação da tonalidade da íris dos olhos no decorrer do tempo.

"A cor dos olhos varia ainda com a idade e com o estado de saúde. Em algumas pessoas, os olhos mudam de cor dependendo do humor, disposição e mesmo com a cor das roupas. No entanto, os mecanismos associados com esse processo não são bem compreendidos."

Para mais informação, ver aqui.

Cebola que não deixa lágrimas

Ao contrário do que se pensa, o agente lacrimogéneo (que provoca as lágrimas) não é formado espontaneamente pelo corte da cebola. É, pois, controlado por um enzima.

"A enzima é libertada com o corte da cebola e desencadeia uma cadeia de reacções químicas de que resulta a formação de um irritante que estimula as glândulas lacrimais dos olhos e provoca as lágrimas."

Através da tecnologia do silenciamento de genes, é possível criar cebolas que não provocam lágrimas. Tal OGM (Organismo Geneticamente Modificado) poderá conquistar os mercados entre 10 a 15 anos, esperam os cientístas.

Ler notícia aqui.

Curiosidades relativas ao HIV e Sida I

1) Nos anos 90, cerca de 30% das mães portadoras do HIV (vírus da imunodeficiência adquirida) transmitiam a doença ao filho. Actualmente, graças ao acompanhamento durante a gravidez e à medicação antiretroviral, a probabilidade baixou para 1,8% e a tendência é continuar a diminuir.

2) A Sida não se transmite através de um beijo ou trocas de salivas (por exemplo, usando o mesmo copo, talheres ou comida). No entanto, existe HIV na saliva, embora em pequenas quantidades. Seria necessário engolir cerca de 4 litros de saliva para contrair esta doença.

3) Os primeiros casos de Sida foram detectados em 1981, em Los Angeles, quando um grupo de cinco jovens homossexuais deu entrada numa clínica, apresentando alterações no sistema imunitário. Como nos meses seguintes as pessoas infectadas com esta doença eram, principalmente, homossexuais do sexo masculino, a Sida ficou inicialmente conhecida como "Imunodeficiência dos Homossexuais" (Gay Related Immune Deficiency).

4) Em Portugal, o primeiro caso diagnosticado foi em Outubro de 1983.

5) Em 1996 atingiu-se o pico de maior número de óbitos por Sida em Portugal (1 111 mortos). A partir deste ano, verifica-se uma descida nos óbtios masculinos e uma ligeira subida nos óbitos femininos.

6) Em 2003, 79,5% dos óbitos por Sida foram homens (776) e 20,5% mulheres (200), num total de 976 óbitos.

Sobre o "Conhecimento em Movimento"

Bom dia a todos!


Sendo este o primeiro post do blog, é minha obrigação enunciar a sua finalidade.

Ora, o Conhecimento e a Cultura são elementos essenciais no quotidiano de cada indivíduo, formando-nos quer pessoalmente, quer profissionalmente. É sempre bom ter uma opinião acerca de um certo facto, conhecer um certo acontecimento histórico ou até compreender o funcionamento de um mecanismo molecular, por exemplo.

Para que consigamos captar esses conhecimentos e divulgá-los, precisamos de recorrer à Memória. Esta nem sempre me é muito fiel, de modo que decidi que seria interessante deixar aqui os conhecimentos que vou captando deste mundo que cada vez mais depende da informação e da comunicação.

Notícias, informações, documentários, curiosidades, pesquisas: são palavras-chave do "Conhecimento em Movimento".


 

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